Família Mancuso- Sirlei dos S. Mancuso- Cassia Mancuso- Taise Ane Mancuso- Maria Helena Mancuso Dal Corso- Reno Mancuso (filho)- Família Fonini- Gal. Décio Angelo Fonini

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Histórico de Caxias-


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Caxias do Sul 
Em 12 de abril de 1884, deixa de ser uma colônia e é emancipada, assumindo a denominação de "Freguesia de Santa Tereza de Caxias", vinculada a São Sebastião do Caí, tendo João Muratore como seu primeiro administrador distrital. Já era, assim, uma paróquia autônoma e se tornaria, em agosto do mesmo ano, cabeça de uma comarca judicial. Nesta altura, já possuía 10 500 habitantes

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FONTE IBGE E TEXTO

LOCALIZAÇÃO: ENCOSTA SUPERIOR DO NORDESTE DO RIO GRANDE DO SUL.
DISTANTE 129 KM. DA CAPITAL DO ESTADO, PORTO ALEGRE.
SEGUNDA MAIOR CIDADE DO ESTADO
SEGUNDO MAIOR POLO METAL-MECÂNICO, DO PAIS
DÉCIMA SEGUNDA  CIDADE BRASILEIRA COM MELHOR ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO.

Fundação
1890
Altitude
817 m
População
435.564 habitantes
Homens
213.547
Mulheres
221.935
Urbana
419.321
Rural
16.161
Área Total
1643,91 km²
Densidade Demográfica
264,90 hab/km²
CEP
95000-000

DDD
54

FONTE IBGE

O município é um dos mais desenvolvidos do estado do RS e também do Brasil, com um Índice de Desenvolvimento Humano de 0,857
Serviços
A rede de iluminação pública do município é proporcionalmente a melhor do Brasil, com 37 mil pontos; possui várias agências postais; 99,3% da malha urbana tem água encanada e tratada e rede de esgoto; a limpeza urbana é organizada num sistema de coleta seletiva de lixo, com usinas de reciclagem, sendo a única no Brasil a utilizar containers de armazenagem. Com isso Caxias do Sul tem a melhor reciclagem do país, a melhor coleta de lixo e o 2º melhor aterro sanitário perdendo apenas para a cidade de Santos.
A cidade conta com uma grande rede hoteleira composta de 43 estabelecimentos, além de mais de 250 restaurantes e mais de 500 bares/lancherias e similares. Todos os Clubes de Serviço estão representados no município.
A frota urbana tem cerca de um veículo para cada três pessoas, assim distribuídos: 1.048 ônibus, 109.050 automóveis, 6.195 caminhões, 11.138 motocicletas, totalizando 127.431 unidades. A imprensa local compreende um jornal diário, três semanários, um quinzenal, cinco mensais e diversas outras publicações segmentadas com periodicidade variada, cinco emissoras de rádio AM e cinco FM, dois canais abertos de TV e três TVs a cabo.
A rede bancária tem agências de diversos bancos de porte, o comércio é diversificado e atende a demandas de qualquer natureza, e a telefonia dispõe de todos os recursos mais avançados no setor.

Saúde
O município é bem servida de entidades assistenciais. A Saúde Pública é o primeiro orçamento do município, e atende a 39 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), uma unidade do SAMU (duas ambulâncias de remoção e uma UTI móvel), um Centro de Especialização da Saúde (CES), um Hemocentro (Hemocs), três Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS), uma unidade do Cais Mental e um Residencial Terapêutico.
Há oito hospitais: Pompéia, Geral e Paulo Guedes, (conveniados com o SUS), Saúde, Medianeira, Unimed, Fátima e Del Mese, e inúmeros laboratórios, ambulatórios, contando com 1.419 leitos no total. A expectativa de vida é de 74,1 anos e a mortalidade infantil ronda os 12,89 óbitos por mil habitantes.

Educação
A Educação é o segundo maior orçamento do município, e contam-se 184 escolas, com uma taxa de analfabetismo de apenas 3,6% da população. Existem também duas universidades e diversas faculdades, escolas técnicas e profissionalizantes autônomas, citando-se em primeiríssimo lugar a Universidade de Caxias do Sul (UCS), com aproximadamente 37 mil alunos (a maior do RS em número de alunos), dispondo de modernas instalações em um grande campus, a Faculdade da Serra Gaúcha, a Universidade Estadual do RS (UERGS), a Faculdade dos Imigrantes, várias escolas do SENAI, e muitas outras.

Economia
Caxias do Sul é o segundo Pólo Metal-mecânico do Brasil e está situada em situação privilegiada, no centro do MERCOSUL, distante 120Km da capital do estado. Pode-se dizer que a metrópole serrana tem, num raio de 50 km, um dos parques industriais mais diversificados do mundo, fabricando do talher ao ônibus, da luminária ao caminhão. O município tem um total de 29.032 empresas, com 127.182 empregos formais. Caxias do Sul, entre 2000 e 2004, foi a sexta colocada em geração de empregos no país. Em 2006 foram criados 7.700 novos empregos formais.

Segurança Pública
Em termos de proteção contra incêndios, conta o município com quatro postos de Bombeiros, com efetivo de 93 homens e 5 mulheres.

Há uma Delegacia Regional de Polícia, 03 Delegacias Distritais, 01 Delegacia para a Mulher, 01 Delegacia para a Criança e o Adolescente, 01 Delegacia de Trânsito, 01 Delegacia de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas e 02 Delegacias de Pronto Atendimento, totalizando 10 Delegacias com aproximadamente 141 policiais.

Há, também, uma bem equipada e eficiente Guarda Municipal, com aproximadamente 180 membros. A Regional da Delegacia de Polícia Federal, que atende 54 municípios da região, conta com efetivo de 35 funcionários.

A Polícia Rodoviária Federal está presente através de sua 5ª Delegacia, com efetivo de 41 patrulheiros, e as Forças Armadas são representadas pelo 3º Grupo de Artilharia Antiaérea, com efetivo de 350 militares.




HISTÓRIA

Em maio de 1875 chegavam a Porto Alegre os primeiros colonos saídos em fevereiro de Olmate, província de Milão. Em pequenos grupos foram transportados até o porto de Guimarães (atual cidade de Caí, e seguindo o vale do rio Caí, chegaram em setembro, finalmente, ao Campo dos Bugres, paragem assim denominada porque tinha sido habitada pelos índios caáguas e onde hoje se ergue Caxias do Sul.

O grupo étnico que compunha a primeira leva de colonizadores era o mais variado possível, constituído de tiroleses, venetos, lombardos e trentinos, vindos das cidades italianas de Cremona, Beluno e Milão.

As facilidades que se apresentavam aos que desejassem emigrar para o Brasil fez com que outros grupos, acrescidos de emigrantes russos. poloneses e suecos, fossem chegando até 1894, época em que terminou a concessão do transporte transoceânico gratuito por parte do governo.

Um recenseamento efetuado em dezembro de 1876 acusou a existência de 2.000 colonos concentrados na região. Ao chegarem eram recebidos por uma comissão governamental, que se incumbia da demarcação dos lotes e da abertura de estrada. Em geral, os colonos permaneciam poucas semanas em barracões. Enquanto aguardavam a demarcação dos lotes. que correspondiam a 63 ha de área para cada família, eram aproveitados nos trabalhos da Comissão. O Governo Imperial dava-lhes, além das terras para cultivar, as ferramentas e sementes necessárias.

Em 1877 a sede da Colônia de Campo dos Bugres recebeu a denominação de "Colônia de Caxias". Nesse mesmo ano era rezada a primeira missa pelo padre Antônio Passagi. A 12 de abril de 1884. foi desligada da Comissão de Terras do Império e anexada ao Município de São Sebastião do Caí, do qual ficou constituindo o 5.° Distrito de Paz.

Formação Administrativa

A freguesia de Caxias do Sul foi criada pela Lei n.° 1.455, de 26 de abril do mesmo ano. A 20 de junho de 1890, pelo Ato n.° 257 foi criado o Município, seguindo-se a instalação, a 24 de agosto.

Foi elevada a Paróquia em 20 de maio de 1884, sendo seu primeiro pároco o padre Augusto Finotti. No dia 5 de dezembro de 1895 foi solenemente lançada a pedra fundamental da igreja Matriz e em meados de 1896 já estava a igreja coberta.

A Lei estadual n.° 1.607, de 1.° de junho de 1910. concedeu foros de cidade a sede do município e, nesse meSmo dia, chegava o primeiro trem, ligando a região à capital do Estado.

Pelo Decreto n.° 2.822. de 23 de junho de 1921, foi anexado ao Município o núcleo colonial de São Marcos, que pertencia ao Município de São Francisco de Paula de Cima da Serra. Pelo Conselho Municipal, em 1924, foi autorizado o Governo do Estado a desanexar os territórios abrangidos pelos distrito de Nova Trento e Nova Pádua, bem como o povoado de Marcolina Moura, para com eles constituir o atual Município de Flores da Cunha. Já em 1934 o Município perdeu parte do território que foi anexada a distritos de outros Municípios para constituirem o Município de Farroupilha.

Em 8 de setembro de 1934, a Santa Sé criou a Diocese de Caxias, abrangendo o território de 10 Municípios, com 32 paroquias.

Segundo o Departamento Estadual de Estatística, na divisão administrativa vigente em 1.° de janeiro de 1958, o Município aparece com os seguintes distritos: Caxias do Sul, Ana Rech, Criúva, Fazenda Sousa, Forqueta, Galópolis, Santa Lúcia do Piaí, São Marcos, Vila Seca e Vila Oliva.

Atualmente, além do distrito sede, Caxis do Sul conta com 06 (seis) distritos: Criúva, Vila Seca, Santa Lúcia do Piaí, Vila Oliva, Fazenda Souza e Vila Cristina e mais 15 (quinze) Regiões Administrativas - RA's: 1-Centro; 2-Santa Lúcia; 3-Fátima; 4-Cruzeiro; 5-Esplanada; 6-Desvio Rizzo; 7-Forqueta; 8-Ana Rech; 9-Galópolis; 10-Serrana; 11-Planalto; 12-Presidente Vargas; 13-São Giácomo; 14-N. S. Saúde e 15-Santa Fé.

O cemitério indígena do Campo dos Bugres, por JOÃO SPADARI ADAMI, especial para o jornal O Momento edição de 22 de Janeiro de 1949



Quando lemos sobre a história de Caxias, a impressão que nos dá é que começou apenas a partir da chegada e ocupação, por parte dos  imigrantes. Conforme os registros oficiais, em 30 de Maio de 1886 . O CAMPO DOS BUGRES tem sua história muito antiga
 Habitada desde tempos imemoriais por índios caingangues nômades, no século XVII a área era percorrida pelos missionários jesuítas, que, nela, tentaram fundar reduções, mas sem sucesso, sendo registrada a presença, no distrito de Santa Lúcia do Piaí, do padre Cristóvão de Mendoza, que ali foi morto pelos nativos em 1635. Um pouco antes de 1790, as terras onde hoje é o distrito de Fazenda Souza foram ocupadas por Inácio Souza Corrêa, soldado do destacamento de Santo Antônio da Patrulha, que, ali, fundou uma estância para criação de muares, mas o povoamento efetivo só ganharia impulso com a chegada de levas de imigrantes italianos a partir de 1875
No século XIX, os índios caingangues que ocupavam as áreas montanhosas da Região Sul do Brasil foram desalojados violentamente por ação de matadores de indígenas chamados de "bugreiros". Estes haviam sido contratados para abrir espaço para a instalação de imigrantes europeus na região
Aqui, eles moraram em estruturas subterrâneas, conhecidas como buracos de bugre. Eram grandes cavidades no solo cobertas com um telhado. Por ficarem abaixo do nível do chão, protegiam os moradores dos ventos fortes e gelados. Os Kaingang construíram algumas dessas moradias, mas também usaram outras que já existiam há muito tempo, feitas por seus ancestrais Jê. A partir de escavações, sabe-se que algumas construções encontradas têm um tempo de ocupação estimado em 700 anos,
Assim como muito pouco  do que se sabe dos índios em Caxias, a indicação geográfica do Campo dos Bugres original é confusa. O local mais apontado é o da região das atuais ruas Olavo Bilac, Feijó Júnior, Ernesto Alves e Marechal Floriano. As quadras onde hoje estão o colégio São Carlos e a Praça da Bandeira, se estendendo até a Estação Férrea, podem guardar valiosos resquícios indígenas sem que os moradores da cidade saibam disso.
O Campo dos Bugres não era um local de residência permanente. Os Kaingang, grandes famílias seminômades que circulavam pela região, ocupavam o território eventualmente.
Uma das lendas sobre o CAMPO DOS BUGRES seria a de que no local, onde hoje está localizada a Praça da bandeira, houve um grande combate em dois grupos rivais, e que os índios mortos foram sepultados naquele local.
FONTE; O CAXIENSE

http://ocaxiense.com.br/2010/03/esquecidos-pela-historia/


PLANTA DO PROJETO INICIAL COLÔNIA DE CAXIAS

ANO DE 1878

Em 1878 serviram na Colônia Caxias 05 engenheiros 

(Antônio Pinto da Silva Valle, Sarmat Lauraux

de Bousquet, Arthur Napoleão de Barros, José  Maria 

Pereira da Cunha e Maurício Ritter) e 05

agrimensores (Pedro Américo Belém, Agostinho José 

de Miranda, Diogo Felício dos Santos, Ricardo
Ernesto Heinzelmann e José Berger). LUCHESE, . Possivelmente foi do conjunto ou do trabalho individual de um deles que se valeu o diretor Luiz Manoel.

FONTE; BIBLIOTECA NACIONAL,


















PRIMEIRA LEVA DE IMIGRANTES EM CAXIAS

Para as primeira e segunda léguas de Caxias do Sul dirigiu-se a imigração logo a seguír. D. José Barea aponta como primeiros habitantes do território de Caxias do Sul três famílias milanesas de Monza: Stefano Crippa, Luigi Speráfico, e Tomazzo Radaelli, que realmente o foram, mas não só elas. É provável que a respeito tenha havido esquecimento da tradição oral.

Primeira leva de imigrantes chegada a Caxias do Sul em 30 de setembro de 1875, eram 110, como consta do registro de concessão de lotes. Segundo os nomes de família, assim se classificavam:

1º Radaelli, Giovanni e Maria com 9 filhos; e Tomazzo e Maria, casal sem filhos. Contava u primeiro 52 anos e o segundo apenas 39. Daí talvez o fato de só se recordar o nome do mais moço. ,
2º Crippa, Pietro (44 a.) e Maria, com 4 filhos; Emílio (41 a.) e Maria, casal sem filhos; Stefano (22 a.) e Natalina (l8 a.) de certo recém casados; Carlo e Antônia, casados, e Caetano, com 27 anos, solteiro.
3º Speráfico, Luigi (38 a.) e Ângela, com 5 filhos.
4º Casaghi, Carlo (43 a.) e Colomba, com l filho.
5º Berreta, Franeesco (29 a.) e Emilia.
6º Boratti, Giovanni (22 a.) e Teresa - Francesco (56 a.) e Adelaide, casais sem filhos; Carlo (50 a.) e Carolina, com 2 filhos.
7º Sachine, Natale (30 a.) e Luigia, com l filho.
8º Gaviraghi, Ângelo (40 a.) e Petronilia, e Luigi (26 a.) solteiro.
9º Brambiglia, Pascoale (33 a.) e Rachelle; Luigi (33 a.) e Giuliana com 2 filhos.
10º Castaldi, Paolo (23 a.) e Bambina.
11º Barbieri, Giovanni (52 a.) e Luigia, com 4 filhos.
12º Ratoti, Giacomo (38 a.) e Ângela.
13º Benedetto, Tomazzo (38 a.) viúvo, Giorgio e Eugênia, sem filhos.
14º Boccardi, Carlo (42 a.) e Catarina, com 3 filhos.
15º Mauri, Carlo (39 a.) e Luigia, com 4 filhos.
16º Colombo, Ângelo (33 a.) e Maria, com l filha; Giovanni, Mateus, Antônio, e Ambroggio, maiores, solteiros.
17º Mariani, Antônio (20 a.) e Giuseppina (l7 a.) que constituíam o casal mais novo.

Além dos rapazes solteiros, já agrupados segundo os nomes de família, figuravam ainda entre os primeiros povoadores de Caxías do Sul os seguintes: Eugênio Pegoreti, Giacomo Lamperti, Colli Ferruzzi, Luigi Porta, Zacarias Missaglia, Pietro Mame, Ângelo Maggine, Carlo Pergoni, Luigi Gervasoni, Francesco Maggine, Carmelo e Alessandro Andregoni, Agostino Salmori, Francesco Santo Agostino, Filippo Colonni, Gaspare Sardo, Natale Bonadeo, Giacomo Ferrari, Severino Conzi, Eurico Sangagli, Giuseppe Angeli, e Angelo Faccionello.
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Em julho de 1876 começaram a chegar os imigrantes'ao Campo dos Bugres, ou seja aos lotes das 5ª, 6ª e 7ª léguas. A sede da que seria depois chamada "A PÉROLA DAS COLÔNIAS" teve a sua planta aprovada pelo Presidente Marcondes de Andrade a 10 de janeiro de 1879, o qual autorizou o diretor a providenciar na construção da igreja, no local assinalado no plano referido, pela quantia de Rs. 2:000$000, já concedida pelo Ministério da Agricultura.
Mal terminara a divisão dos lotes urbanos ali se estabeleceram Felice Laner, Luigi di Canali, Giovanni Paternoster, tiroleses; Giuseppe Sassi, e família, e Daniele Benetti, mantuanos, e Roberto Lunardi, toscano. A primeira casa construída foi a de Laner, feita de troncos de pinheiros superpostos, com a aparência de verdadeira fortaleza.



OS PRIMITIVOS POVOADORES
DE CAXIAS DO SUL
“NÃO ITALIANOS”

João Antonio dos Santos (carreteiro), Leonardo Carlos Garcia (jornaleiro-tropeiro), Joaquim Ourique de Menezes, Luiz Carlos Lahn (fazendeiro), José Antonio Rodrigues Rasteiro, Edmundo Paredes, Jerônimo Ferreira Porto (professor), Nicolau Luiz Amoretti (negociante), Bento de Lavra Pinto (funcionário público), José de Moraes Lima (agricultor), Alexandrina Sousa, Manoel de Campos Salvaterra (agente do correio), Antonio Francisco Ramos (pecuarista), Glodomiro Paredes (agrimensor), Manoel Fernandes, Antonio Machado de Souza (tropeiro), Maria Eufrásia Correa (costureira), Joaquim Sutil da Trindade (tropeiro), João Ribeiro Chaves, Elisário Vidal da Silva, Lídio Gomes da Silva (tropeiro), João Silveira Gomes, Wendelino Lahn, Anacleto Ricardo dos Reis, Bernardino Neves da Rocha (tropeiro), José Maria da Silva (tropeiro), Jordão Pedroso de Menezes, Joaquim Francisco de Souza, Saturnino Souza, José Eleutério da Silva, João Batista de Lucena, José Vargas de Almeida, Belchior Vargas de Andrade, Benjamin Cortes Rodrigues (funileiro-argentino), Antonio Francisco da Rosa, Inácio Marcelino dos Santos, João José Rodrigues, José de Morais dos Santos, Francisco Soares França, Roberto P dos Santos (carreteiro), Generoso Mainardo Cardoso, Pedro Pinto Guerreiro, Virgílio de Souza Conceição (Agrimensor), José Carlos Muniz Francisco D’ávila, Erminio Oliveira, Estácio Luiz Pereira, José Carlos Muniz Bittencourt, Luiz Antônio Feijó Júnior.


Outra lista de nomes aparece logo no final do Século XIX e  início do Século XX, contando com administradores, diretor da colônia, intendentes, militares e políticos que fizeram parte da História do Município.

Oliveiros Sambaquy, Djalma M Selistre, José Cândido de Campos Júnior,  Augusto F Miranda, Manoel Bezerra, José Castello Branco, Hygino José dos Santos, Salmar Laurt du Bosquet, Luiz Manoel de Azevedo, José Maria de Almeida Portugal, Manoel Barata Góes, Ernesto Rodocanachi, Henrique Cristino da Silva, Francisco Carlos Resin Barreto Leite, José Montaury de Aguiar Leitão, Antonio Xavier da Luz, Belisário Baptista de Almeida Soares, Benjamin Cortes Rodrigues, Benjamin Moreira Alves, Alfredo Soares de Abreu, Paulino Dutra, José Schmitt, Armando de Azambuja, Raul Antonio de Villeroy, Luciano Horároi Coutois, Oliverio Pires Parise, Antonio José Barbosa Júnior, Antonio de Oliveira Santos, Martin Francisco Ayres, Rosa Leopoldina de Almeida, Emília da Silva Bandeira, Maria Cândida Pedrosa Bay, Amélia Nunes de Oliveia, Benta Kahn, Antonieta da Fonseca Rangel, Ercília Petry, Olympia de Moura Clessa.



Cronistoria delle colonie italiane


Edição especial do Jornal Città di caxias (  CRONISTORIA DELLE COLONIE ITALIANE ) uma crônica sobre o desenvolvimento dos primeiros 30 anos da colonização das colônias de Caxias, Bento Gonçalves, Antonio Prado e Alfredo Chaves. Editado em Setembro de 1915, com ilustrações fotográficas de DOMINGOS MANCUSO








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Episódios inesquecíveis da história de Caxias do Sul

22 de Julho de 1943
A explosão na Metalúrgica Gazola Travi & Cia.



Em 22 de Julho de 1943 a cidade de Caxias do Sul foi abalada por uma violenta explosão.
A metalúrgica Gazola Travi & Cia, trabalhava para o governo em função do esforço de guerra, na montagem de bombas e granadas. Em torno das dez horas da manhã, de uma forma até hoje não muito bem esclarecida, uma violenta explosão botou abaixo as instalações da metalúrgica. A maioria dos funcionários da empresa era composta de jovens de 17 a 22 anos, do sexo feminino. Além dos feridos, seis mulheres morreram; Graciema Formolo, Irma Zago, Júlia Gomes, Maria Bohn, Olívia Gomes e Tereza Morais, além de Odila Goubert que ficou gravemente ferida.
Meu pai, Reno Mancuso, na época era fotógrafo da polícia e foi convocado para fazer o levantamento fotográfico. Depois de reveladas as fotos e entregues as autoridades, meu pai resolveu fazer cópias e, em virtude da inocência dos tempos antigos, decidiu exibi-las na vitrine de seu estúdio. Evidentemente que se formou uma fila enorme, para ver as fotos. Não poderia dar em outra coisa, as conseqüências foram sérias. Não demorou muito para que, uma viatura do exército, trazendo um oficial e alguns soldados, viesse até o estúdio, recolhessem as fotos, os negativos e levassem meu pai para prestar esclarecimentos. Certamente, não encontrando nada mais do que um pequeno deslize de atitude, meu pai foi liberado, mas as fotos e os negativos nunca mais foram vistos e nem se tem conhecimento. Nos tempos atuais, poucos se lembram do episódio da “explosão da Gazola”, mas antigamente, o assunto perdurou por anos. Lembro quando eu ainda era criança, no final dos anos cinqüenta, em torno de 1959 ou 1960, eu tinha 8 ou 9 anos e lembro de uma conversa que ouvi em algum lugar, a respeito da explosão da Gazola e nessa conversa, falavam que havia sido sabotagem de grupos fascistas de Caxias. Como disse antes, acho que o acidente da Gazola, jamais foi esclarecido e acabou sepultado junto com as seis jovens que morreram. Jamais me esqueci do que ouvi quando criança, mas nunca lembrei quem falou em sabotagem e sempre achei que fazia sentido.

A notícia publicada em O Momento de 24 de Julho de 1943













Entre os anos de 1941 e 1944, quando o Brasil entrou na guerra contra o Eixo, as manifestações nacionalistas que já eram grandes desde que Getulio Vargas subiu ao poder, se tornaram maiores. Isso trouxe sérias conseqüências para as regiões de colonização.  Foram criadas ligas da Defesa Nacional e aqui em Caxias, manifestações anti-italianas se tornaram freqüentes. A maioria dos colonos e seus descendentes estavam acostumados a falar em seus dialetos e mal sabiam o português. Em função da repressão, criou-se a auto censura do medo e então imperou o silêncio, pois em público, os italianos não sabiam se expressar no nosso idioma então permaneciam calados.